Sul de Minas cria rede para monitorar ataques a caixas eletrônicos

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Protocolo integrado de atuação foi apresentado, nesta semana, por representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública, durante workshop operacional sobre ataques em Poços de Caldas, Pouso Alegre e Lavras

Dando sequência à série de encontros que serão realizados nas 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) do Estado, os municípios de Poços de Caldas, Pouso Alegree Lavras, no Sul de Minas, receberam, nesta semana (de 09 a 11.04), o Workshop Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos. O objetivo das reuniões, coordenadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), é a criação de grupos locais responsáveis por compartilhar informações e unir esforços para a formulação de ações coordenadas visando a prevenção e a repressão dos ataques contra instituições financeiras.

Cerca de 160 pessoas das três cidades, incluindo policiais civis, militares, bombeiros, guarda municipal e oficiais do Exército, além de representantes do Sistema Prisional, do Ministério Público e de instituições financeiras da região, conheceram mais sobre o protocolo integrado de atuação em caso de explosões. Os participantes assistiram palestras sobre a metodologia de trabalho do Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos, conheceram os mecanismos de segurança adotados por instituições bancárias e compartilharam informações sobre a atuação específica de cada corporação no combate aos ataques.

Pouso Alegre foi a segunda cidade do Sul de Minas a receber o encontro. Representante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais, o promotor de Justiça Fabiano Laureto salientou a importância da reunião para fazer com que as instituições sigam, de fato, o protocolo de atuação para que o trabalho consiga chegar ao seu objetivo final. “Mais difícil que investigar é conseguir fazer com que todos trabalhem de forma integrada. Sem o trabalho conjunto não chegaremos a lugar nenhum”, ponderou.

Em cada cidade que recebe o workshop são criados grupos com nomes pré-definidos de profissionais que ficarão responsáveis por realizar um trabalho específico e voltado para o acompanhamento, prevenção e apuração de explosões de caixas eletrônicos. Esses atores terão a missão de ampliar o compartilhamento de informações sobre o crime entre as instituições e formular ações coordenadas com todo o Estado. A intenção é que com esses grupos haja um estreitamento do diálogo entre as polícias e as instituições bancárias em todas as regiões mineiras.

Representando a Sesp nos encontros, o subsecretário de Integração de Segurança Pública, Cel. Etevaldo Caçadini, ressaltou a importância da criação desses grupos regionais no fortalecimento de um trabalho integrado que já vem dando certo. “Nosso objetivo maior é acabar com esse tipo de registro em nosso Estado, aumentando a sensação de segurança da população. Mas, além disso, queremos desenvolver com eficiência um trabalho de inteligência e prevenção, em que todas as instituições dialoguem de maneira coordenada e em sintonia”, destacou.

“A ideia é que os grupos regionais criados no interior participem do grupo estadual, por meio de reuniões já realizadas em Belo Horizonte através de videoconferências. Desta forma, fomentaremos a troca de informações entre todas as regiões do Estado”, acrescentou Cel. Caçadini.

Ataques em queda

Desde a criação da força-tarefa estadual, em 2017, os registros de ataques com explosivos a instituições financeiras, caixas eletrônicos, Correios e casas lotéricas estão em queda em todo o Estado. De janeiro a março de 2018 foram registrados 27 casos em Minas, contra 12 no mesmo período desse ano – uma redução de 55,5%. 

O subsecretário de Integração explicou que, apesar da redução, os ataques, quando ocorrem, estão mais violentos, daí a importância da articulação de uma rede conjunta de enfrentamento, que inclui as polícias e também as instituições bancárias, especialmente na troca de informações para criação de ações e estratégias contra essa modalidade criminosa. “Isso nos mostra que a força-tarefa e o protocolo integrado de atuação dão resultados”, ressaltou.

Atuação na Inteligência

O Workshop Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos é uma iniciativa do Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos, uma força-tarefa criada em 2017 pelo Governo do Estado para trabalhar pela redução dos crimes em instituições bancárias. O grupo tem forte atuação na área de inteligência, fazendo o mapeamento do modus operandi dos criminosos e a identificação de quadrilhas. De forma integrada, as apurações da inteligência se transformam em operações repressivas e preventivas.

O Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos é formado por 13 instituições, com articulação executiva da Sesp. Também participam da força-tarefa representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Corpo de Bombeiros Militar, Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Abin, Associação de Bancos do Estado de Minas Gerais, Associação Brasileira de Bancos, Febraban e Secretaria de Estado de Administração Prisional.

Fonte: Rede Moinho 24

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